domingo, novembro 06, 2011

O meu eu Posterior.

Decidi que agora eu to aqui pra me mostrar. Vou sair de casa. Andar pela estrada, sentir o vento balançar os meus cabelos mal cuidados. Invadir. Rir. Fazer o que der vontade. Desobedecer ordens. Ser de ninguém. E acima de tudo aproveitar. Porque a vida tá aqui, pra ser vivida. Pra rir das dificuldades e pra zombar dos quietos idiotas que me criticam. To aqui pra ter amigos. Amigo da rua, amigo da praça, amigo da favela, da zona sul... to aqui pra conhecer. Desfrutar o fruto proibido, o perigo e AMAR. Todo dia amar. Amar alguém que queira fazer o que faço. To aqui pra gritar, cantar e acabar com essa galera cafona que se incomoda com a felicidade.. E se não for pra ficar aqui por muito tempo, que esse tempo seja aproveitado... E que eu morra digno de que eu fui feliz, de que eu fiz felicidade, de que eu briguei, que fui alguém.. que enfim.. eu me MOSTREI.


sexta-feira, novembro 04, 2011

O meu eu Anterior.

Meus heróis morreram de AIDS.
Minhas músicas são só melodia.
O sistema é injusto e fraco pro meu país.
A escola não tem mais sentido nenhum.
Meus pais perguntam pra mim o que fazer comigo.
Tenho cabeça de 18, querendo ter 12.
Não sou mais tão feminina quanto queria ser.
Tenho colegas que são amigos e amigos que são colegas.
To fugindo do amor, se é que isso importa.
To levando tudo na frieza e na ignorância.
PERDI A PACIÊNCIA.
Perdi também a minha melhor amiga e o meu "irmão" por culpa minha.
Desacreditam na minha inocência, por culpa minha.
Não ligo mais se me ofendem, se pisam em mim.
Parei de tentar impressionar o mundo.
Vivo o futuro, lembro do passado.
Ainda dou valor nas pequenas coisas.
Ainda gosto de um sorriso sincero, um abraço forte e um eu te amo.
Não tenho mais respeito.
Não saio mais de casa.
Intercalo dias felizes com dias tristes.
Não sei mais conjugar verbos.
Não sei mais utilizar preposições.
Não sei a diferença dos porquês.
Sou falante, não sou mais ouvinte.
Reclamo de tudo e não gosto de futilidade.
Me irrito facilmente.
Sou compulsiva.
Mudo o meu humor diariamente.
Deixei o "gostar de mim mesma" de lado.
Ainda falo bobagens, ainda dou gargalhadas.
Ainda choro com filmes, ainda converso bastante.
Ainda quero chamar a atenção..
Sabe eu falo tanto da chuva, mas sinceramente.. eu acho que ela é reflexo de tudo isso.

Eai Brasil?

E a minha ignorância de tentar dormir tarde, de manhã, pra poder parecer que acordei tarde.
E a minha falta de sensibilidade, ao não sair do meu lugar enquanto as pessoas querem usufruir dele.
E a minha estupidez, de querer fazer com que todos ( TODOS) olhem o mundo do meu jeito.
E o meu medo de não ter medo de nada.
E a minha falta de comunicação nos dias atuais.. com pessoas normais.
E o meu raciocínio rápido, que eu não tenho. E a minha timidez, que eu descobri entre meses atras.
E os meus ouvidos de ferro e a minha boca de plumas..
Eu que ouço de tudo e falo o que as pessoas não querem ouvir.
E as minhas mãos incontroláveis, os meus pés sem movimento.
E os meus desejos?
E o meu "estar amando" sem estar..
E a minha maneira de curtir, atrapalhando os outros..
E eu achando ruim quando os outros tem o que não merecem, e reclamando quando implicam com a minha felicidade.
E essa minha forma ridícula de ser quem eu sou, que incomoda quem eu mais amo.
E esse fingimento?
E meus amigos?
E o mundo, que eu tanto me preocupo?
E eu? E eu? E eu?

sexta-feira, outubro 21, 2011

Sou chorona, bastante sentimental, me importo um tanto com os outros, gosto de fazer as pessoas rirem, gosto de cantar no chuveiro, de comer pão de queijo.
As pessoas me acham frágil, insegura, acham que eu me magoo facilmente.
Não consigo ficar brava, quando preciso. Me realizado ajudando os outros, e com isso deixo de me preocupar comigo.
Tenho medo de perder meus amigos, minha mãe, minha avó, me cachorro...
Tenho medo de que a medida que o tempo passe, as coisas fiquem muito diferentes de como estão atualmente.
Daqui a algum tempo, pretendo parar de me importar tanto com as coisas e também pretendo não depender das pessoas.
Rir do nada ou imitar pessoas me faz sentir bem.
Detesto falta de bom senso, falsidade e gente que se acha melhor do que os outros.
Sou amigos, estrogonofe. Miley Cyrus, Deus, família, perfume, doce, cachorros, vermelho, 2, dinheiro, praia, frio.. Sou a Bia, sou eu.

" a vida é uma escalada, mas a vista é linda. " - Miley Cyrus.

- Bia A.

quinta-feira, outubro 20, 2011

Gosto de pessoas, gosto de saber o que elas sentem, o que pensam, o que passam, como foi o dia delas, gosto de ouvir sobre elas, ouvir elas falando sobre problemas, mesmo sabendo que não tenho dom pra ajuda-las de forma alguma. gosto de escrever, de ler, de chegar da escola e deitar na cama com a luz do sol meio fraca, assistir um filme, ficar pensando na vida... gosto de fazer clipes na cabeça, sabe? HASUAHS eu gosto de me inturmar, de ouvir as coisas, de falar pouco, de rir até doer as boxexas, de achar frases que me agradem só pra escrever em algum lugar, ou usar em alguma conversa. gosto de musica, as pessoas nem sempre são felizes e é por isso que a musica existe... musica é minha base, não sei o que seria de mim sem minhas musicas, meus textos, meu sorvete de creme e meu travesseiro. eu gosto de ficar rodeada pelos meus amigos, ficar ouvindo as histórias que eles tem pra contar, mostrar um pouquinho mais de mim, porque pra falar a verdade, acho que nunca consegui mostrar. gosto de olhar o céu quando acordo, caminhar as 5 da manhã ouvindo uma musica legal, chegar em casa e comer maçã, olhar o céu de novo... incrível como ele muda, assim como as estrelas sempre, sempre estão em lugares diferentes do que as costumo deixar. eu tenho medo de não poder ver mais o céu, de não poder mais fazer as coisas que naturalmente faço, tipo, escovar os dentes quando to com tédio, tenho medo de me perder de novo, de baratas, de que eu magoe alguém, tenho medo de ficar sozinha, tenho medo de sei lá, de não conseguir tudo que quero, pode parecer que não, mas sempre faço de tudo pra ter o que eu quero e a maioria das vezes acabo conseguindo. tenho medo de perdas, de amores.
as vezes, eu me pego sorrindo pensando em qualquer coisa e é uma coisa tão boa,
porque quando eu me dou conta, eu to pensando no mundo
em como ele é lindo, em como as pessoas dizem que ele ta perdido, tentando se enganar de que perdidas são elas. mas é a vida, eu sou feliz só tem momentos que penso demais no que não deveria e acabo me aborrecendo por me deixar aborrecer por pensamentos.e por pensar no impensável, ou por pensar no pensavel demais não sei... acho que essa sou eu.

- Beatriz Fiorentino.

sábado, outubro 01, 2011

Ainda bem que o outubro chegou.

Não entendo como Setembro foi tão ruim. E nem como as chuvas afetaram tanto o temperamento das pessoas daqui de casa. É como um suspense de algo bom. Mas ao mesmo tempo tem um sentimento entre nós apodrecendo por causa desse mês tão estranho e perturbador. É como se outubro fosse melhorar, e também como se no meu subconsciente isso fosse apenas mais um dos meus transtornos. Queria que isso não acontecesse mais, para que as preocupações não voltem e eu continue sendo um Morango feliz e folgado como sempre.

domingo, agosto 07, 2011

Das merdas que eu já fiz na vida eu sinto saudade.


Que seja agora o começo,
da era dos inúteis e desempregados.
Para que haja uma tribo,
dos que preferem os baixos.
Dos sem respeito e cheios de opinião.
Dos assumidos largados
que cansaram da perfeição.
Dos que gritam pra falar,
dos que esqueceram de lembrar.
Dos únicos com amor, que os outros andam desperdiçando.
Dos que encaram o destino, dos que tiram a roupa, dos que sempre estão sorrindo
e dos que não conhecem a solidão.
Dos que nadam pelados e chingam os vizinhos.
Dos que vieram para ficar e nunca estão sozinhos.
Aqueles que conhecem o desconhecido
e que mostram o dedo se fingir não conhecer.
Aqueles que vão do punk ao caranaval,
dos Estados Unidos a Salvador.
E que seja asim então, a minha nova era.

quarta-feira, agosto 03, 2011

O apartamento estreito da Rua Quatro VII

Acordei desesperada sem saber aonde Lucas havia se metido e sem saber que horas eram naquele momento. Coloquei uma blusa e corri para olhar o relógio do celular. Eram exatas cinco da manhã e eu repirei aliviada por quase um segundo. Até que lembrei da existência de Lucas. Mandei um "sms" perguntando sobre o que ele tinha achado da noite e voltei a dormir sem respostas.
Acordei novamente por volta das oito e meia da manhã, coloquei a primeira roupa que avistei no meu armário, peguei minha mochila e meu celular e fui correndo para o estúdio. Sexta dá muito movimento naquele lugar e a comissão sempre vale a pena. E como eu estou meio que devendo por ai, todo e qualquer dinheiro é bem vindo. No meio do caminho falei com o Lucas pelo celular e a sua voz foi delicada e suave como sempre. Estou amando esse guri cada dia mais, nem parece que sou de áries. Não costumo amar uma pessoa só, risos. Mas de uma coisa eu tenho certeza: Ele também me ama.
Continuamos com aquela conversinha que me faz sorrir automaticamente até a porta do estúdio, quando uma menina me parou. Ela tinha metade do meu tamanho e tinha voz um pouco rouca. Ficou uns cinco segundos com cara de quem já me conhecia e depois começou dizendo que estudou no mesmo colégio que eu. Primeiro: eu detesto encontrar gente do meu passado na rua. Segundo: achei que ninguém iria lembrar da menina estranha e magrela de oito anos atrás. Terceiro: eu não tinha tempo para conversa. Dei um sorriso bem falso e desprezível e entrei no estúdio. A "mini menina" fez questão de entrar também para continuar a inútil investigação sobre o que eu tinha virado depois do ensino médio. Fez perguntas idiotas e riu da minha cara de mau humor. A vontade era voar no pescoço dela, mas ela foi embora antes que eu cometesse eu crime ali.
Trabalhei como uma condenada e acabei pedindo comida pelo telefone mesmo. Passei o resto da tarde criando desenhos para pessoas que eu não conhecia. Não gosto de fazer isso, para quem não sei que é. Uma tatuagem para a maioria das pessoas é uma coisa simbólica, algo que querem para sempre em seu corpo. Algo que diz um pouco sobre a sua personalidade. Mas como eu ganho pra fazer isso, não posso reclamar. Não tenho outra vocação, afinal tranquei a faculdade e minhas habilidades são completamente inúteis. A não ser que estourador de plástico bolha vire profissão, risos.
Queria taturar por "hobbie" e ter um emprego fixo. Mas, quere não é poder e dentro de tudo o que eu passei finaceiramente, estou na minha melhor situação.
Terminei os desenhos com o rádio ligado ao som de "Black" do Pearl Jam. Fechei o estúdio e liguei para a Rosa para ela me levar até o shopping. Rosa me surpreende a cada vez que eu vejo ela. Dessa vez, ela usava um vestido longo e justo de veludo azul. E um sapato alto e transparente de acrílico. Seu carro tinha um enorme chaveiro de macao em baixo do retrovisor esua bolsa tinha estampa de zebra. entrei até um pouco envergonhada com tudo aquilo no carro, mas depois que ela colocou aqueles trash dos anos 80 e começou a cantar, deixei a timidez de lado. No caminho conversamos sobre o horóscopo do dia. Ela, assim como eu fazia, culpa tudo ao seu signo. Rosa diz ter nascido depois da hora certa. Ela é do dia vinte e dois de outubro, mas se considera do dia vinte. Quando vai conferir o seu horóscopo sempre olha o que vai acontecer com os Virginianos e com os Librianos, para não ter dúvida.
Chegamos no shopping eram quase sete horas e ela não parava de criticar as pessoas que ainda perdiam seu tempo tomando sorvete de máquina. Fui lá para comprar o meu ingresso para o show do U2 que vendia na livraria da praça de alimentação. Pensei em ligar para o Lucas, mas ele parecia gostar somente de Mozart e Beethoven. Nisso, liguei para o meu irmão e ele topou ir comigo.
Comi uma lasanha com a Rosa que havia se esquecido do seu voto vegetariano do Ioga. Mas, fora isso ainda perdemos o lugar aonde estava o carro e só encontramos duas horas depois de percorremos o estacionamento inteiro.
Cheguei em casa onze horas e eu só conseguia ver a minha super cama King Size que parecia até sorrir para mim.
Arrumei o despertador, escovei os dentes e dormi como um anjo.

sexta-feira, julho 22, 2011

O apartamento estreito da Rua Quatro VI

Quinta feira definitivamente é o melhor dia. Metade da semana já passou, está perto de chegar o sábado e é o meu dia de folga. Desativei o meu despertador e acordei lá pelas onze. Desisti de tomar café para preparar um delicioso almoço para mim e para o Lucas. Abusei dos meus conhecimentos culinários e com muito tempero e muita boa vontade, eu fiz minha maior especialidade: Filé de Frango ao molho de Espinafre. Interfonei no 412 e levei o Lucas até em casa. Como de costume, Rosemberg mordeu os seus pés e latiu até cansar. Servi o almoço e fiquei com medo, caso ele não gostasse do sabor da minha comida. Nos sentamos na minha mesa redonda da cozinha e conversamos sobre como estão sendo os nossos dias. Conheço o Lucas desde que eu deixei de morar com o meu irmão e nunca vi ele saindo de casa para trabalhar. E nunca também tinha perguntado isso pra ele. Mas enfim, eu perguntei. E fui esclarecida. Ele diz que é um WebDesign, aqueles que ganham dinheiro criando sites e outra coisa por ai. E por isso ele passa quase todo o tempo da sua vida inteira no terceiro andar desse apartamento estreito. E ele também havia me perguntado sobre o meu trabalho. Conversamos sobre a nossa situação financeira, sobre o nosso salário e sobre a nossa família. Ele me contou que nasceu do outro lado da cidade e que mudou pra cá porque fugiu de casa. Disse que seus pais haviam se separado quando ele ainda era criança e que seu padrasto maltratava sua mãe. Um dia, depois que sua mãe havia morrido de infarto, ele resolveu pegar a sua irmã mais nova e vim morar do lado de cá. Ainda bem que ele tinha uma tia avó que morava por aqui, assim ele deixaria a sua irmã pára ela criar. E ele daria um jeito na sua vida. Passado muito tempo juntando dinheiro trabalhando de caixa em um mercado e morando em uma pensão, ele decidiu comprar esse apartamento. E agora vive como um WebDesign de sites para pequenas empresas. Aproveitei a conversa para contar como eu vim parar aqui também. Disse a ele que sempre morei por aqui, só que um pouco pra lá da Rua Doze. Contei que tenho um irmão mais velho que mora em uma quitinete na Rua Cinco e que sai de casa com 19 anos, por causa da minha primeira tatuagem. Minha mãe não gostou muito da idéia e disse com isso eu já poderia morar sozinha. Mas, ela continuou pagando a minha faculdade de Enfermagem e até que eu conseguisse um emprego, ela ia pagando as contas do apartamento. Consegui um emprego em uma loja de roupas, furei o meu sonhado piercing no septo (que agora não tenho mais) e fiz um curso de tatuagem escondido. Como o curso era bom, consegui o emprego no estúdio fácil e agora ganho um salário razoável. A minha infância foi bem tranquila, só a minha mãe que sofreu um pouco pelo jeito de ser. Que por sinal era o contrário do que ela queria.
Enfim, continuamos com esses assuntos meio sérios de passado até terminarmos de comer toda a minha comida. Lucas elogiou o frango e disse que quer repetir a dose. comentou muito sobre o cheiro de Lavanda que tinha na minha casa e sobre a forma desorganizada elegante que eu arrumo ela. Sentamos no sofá, depois de lavarmos a louça juntos, e assistimos a novela das três horas. Estávamos bem tranquilos e não houve beijos melosos e demorados. Ficamos somente nos carinhos e nas conversas mais sérias. Eu estava tão cansada que acabei dormindo no ombro dele e perdi a hora. Acordei eram praticamente seis e trinta da tarde, e ele já havia preparado um café, que fez questão de levar até o sofá pra mim. Me deu um beijo doce e tomou café junto comigo. Notei que depois que começamos a "ficar" ele nunca mais piscou repetidamente e nuca mais gaguejou para falar comigo. Bom sinal. Muito bom.
Sinto que o que estamos tendo é por enquanto apenas um romance adolescentes. Só falta ele me levar no cinema e pedir a minha mão pro pai em namoro. Tenho certeza que se ele fizesse isso meu pai ia rir da cara. Então, é melhor eu ficar quieta.
Passamos o resto da noite dando risadinhas românticas e vendo TV até o momento em que ele me puxou e eu vi o seu instinto masculino surgir naquele momento. Demos uns belos de uns amassos no sofá, eu levei ele pro meu quarto e tivemos uma noite linda.

quarta-feira, julho 20, 2011

Quem sabe...


Quem sabe, nesta tarde, a tinta do meu cabelo saia e eu perca a fama de menina cruel e difícil.
Quem sabe, na hora em que você chegar, as minhas mãos tremam e eu não consiga olhar dentro dos teus olhos.
Quem sabe, na hora do beijo, eu vire o rosto e me arrependa.
Quem sabe, quando eu precisar falar a timidez entre em ação.
Quem sabe, eu minta.
Te engane, te iluda.
Quem sabe, quando você brigar comigo eu faça o que você quer.
E que talvez eu seja a menina submissa que eu nunca fui.
Quem sabe eu mude o meu estilo, jogue fora as minhas roupas e prenda o meu cabelo.
Ou não, quem sabe.
Quem sabe, eu rouba a cena e tire você de perto de mim.
Quem sabe, eu deixe de ser quem eu sou.
E me destrua.

sábado, julho 02, 2011

Eu não estou sendo a Marina de antes.


Acho que eu vou me apaixonar de novo. Deixar o meu coração bater forte de novo.
Acho que eu vou voltar para a rotina, acho que eu vou ficar bobinha de novo.
Ser eu mesma, ser idiota.. enfim.
Quero um amor e não vários.
Quero você e agora eu percebi as besteiras que eu estava fazendo.
Quero só você.
Pra estar aqui, aqui comigo.
Como era antes.
Eu não conheço o amor, então tudo isso pode ser besteira..
Mas eu me conheço, e sei o que eu quero.
Quero você de volta pra mim, quero me apaixonar novamente.
Quero ser feliz realmente, e não nas costas dos outros.
Quero os meus próprios conselhos a mim mesma.
Quero um amigo e não colegas.
Quero a minha vida do ano passado, quero ser eu mesma.
Parar com essa arrogância.
Quero minha família de volta, minha amiga de volta.
Pois é, olha a desgraça que eu acabei fazendo ao redor de mim.
Tudo vai mudar, o meu valor também.

sábado, junho 25, 2011

O apartamento estreito da Rua Quatro V

Na minha cabeça, Caio tinha mudado de vida. Talvez ele tivesse arranjado um emprego em uma multinacional ou simplesmente abriu um restaurante para granfinos. Ou talvez, quem sabe, anda importando tranqueiras do Paraguai. Subi em um elevador com espelhos e "caras de paisagem". O elevador saia já dentro do quarto, que era também a sua casa. Fiz cara de quem já conhecia aquele mundinho esnobe. Sentei no sofá da sala de visita e fiquei observando a quantidade de coisas no estilo daqueles "show rooms" do shopping do meu bairro.
Uma mulher uniformizada veio me oferecer um café. Obviamente, eu aceitei.
Caio veio logo em seguida com uma roupa mais esportiva. Pegou a minha xícara e trocou por uma taça de vinho tinto. Aquele ambiente merecia uma mulher fina e delicada, que não é o meu caso. Mas, enfim... alguma coisa ele queria. E estava me agradando.
Caio começou com um assunto sobre trabalho. Disse que tinha virado sócio do dono de uma microempresa que deu certo. E eu disse que estava ainda naquele mesmo estúdio sujo de tatuagens e body piercing. Continuou falando de um jeito desagradável sobre aonde morava antes e logo seguiu dizendo que eu merecia coisa melhor também. Merecer eu até posso, mas e querer?
Enfim, o assunto estava completamente entediante, e eu não conseguia entender muitas coisas.
A mulher uniformizada nos chamou para o jantar. Nos sentamos. Achei estranho a quantidade de cadeiras que existem em volta daquela mesa, já que Caio mora sozinho. Na mesa havia travessas de saladas, um arroz com legumes, um caldo de cor verde e uma carne desconhecida.
A mulher, que Caio chamava de Maria, serviu nos a salada. Somente a salada. Como não sou daquele mundo, fiquei observando tudo o que Caio fazia. Até que a idéia foi boa. Pelo menos não passei vergonha perto da Maria, risos.
Já não aguentava mais de sono quando Caio sugeriu um barzinho para nos distrairmos e eu recusei o convite para contar a ele sobre o motivo principal da minha visita. Sentamos novamente na sala e eu contei todo o meu sonho pra ele. Por um momento senti que ele não havia prestado muita atenção, mas depois fez uma cara de assustado que foi convincente. Nisso, ele pegou a minha mão, olho no fundo dos meus olhos e disse que o que aconteceu com a gente no mês passado foi somente atração e que ele nunca havia sentido nada por mim. Somente me achava legal para sermos amigos. Disse que tinha medo de dizer isso pra mim, por isso desviava as vezes do meu caminho e aproveitou essa ocasião para dizer o que nele estava tão engasgado. Eu respondi a ele que estava tudo bem, que eu sentia sim alguma coisa por ele, mas que já passou e que eu estou agora com outra pessoa. Ele me deu um abraço e pelo toque de suas mãos senti um certo alívio. Chamei um táxi, nos despedimos e eu segui em direção a Rua Quatro.
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Acordei na manhã dessa quarta feira chuvosa e tomei um belo de um banho. Arrumei o meu cabelo e coloquei uma roupa decente. Tomei um suco de laranja e comi um pão de queijo que misteriosamente apareceu no meu forno. Achei o meu mp4 que eu havia perdido, coloquei o fone de ouvido e segui direto ao trabalho, ao som de Axl Rose no seu melhor estilo. Detalhe para o meu guarda chuva que quebrou na Rua de casa e eu tive que ir correndo pela Rua do Centro, sem pegar o meu cigarro.
Entrei no estúdio toda molhada e a Jack deu risada de mim. Sentei no balcão e já tinha alguns desenhos para fazer. A preguiça dessa vez tinha tomado literalmente conta de mim e eu havia terminado aqueles desenhos somente depois do almoço. Aliás, almocei na padaria que inaugurou semana passada e particularmente não gostei muito da comida. Terminei o meu serviço e pedi um guarda chuva emprestado pra Jack, para eu poder ir embora seca.
Segui, não sei porque, pela Rua do Centro novamente. Fiquei sem fumar o dia inteiro e tive que pagar mais caro por aquele maço que vendia na tabacaria da Rosa. Já era um pouco tarde e ela nem estava lá.
Continuei o caminho fumando um cigarro e em um momento meu de distração, dei de cara com o Lucas saindo de uma loja de instrumentos musicais. Ele sorriu pra mim e me comprimentou com um beijo no rosto. Fomos até em casa juntos, conversando sobre a mudança do clima. A Rua Quatro de quarta feira é mais movimentada, por causa do culto da igreja evangélica que tinha na esquina com a Rua Cinco. Entramos no apartamento, subimos de escada porque a luz tinha acabado e chegamos até o terceiro andar. A minha intenção era dar um "tchauzinho" básico e entrar rapidamente pra dentro de casa. Mas, Lucas me puxou e me deu um beijo. Aquele beijo. Não conseguíamos parar de se beijar e quase entramos no apartamento dele. Mas, eu estava muito cansada e por mais que o meu corpo quisesse aquilo, a minha cabeça queria dormir e eu tive que ir pro meu apartamento. Me despedi com mais um beijo e fui dormir com um sorriso automático de menina apaixonada.
Continua ...

quarta-feira, junho 22, 2011

O apartamento estreito da Rua Quatro IV

Olhei para ele. Sorri, timidamente. E convidei ele para entrar, de um jeito discreto. Ele , olhando para baixo, entrou e sentou na bancada da cozinha. Servi a ele um pedaço de pudim de café, enquanto comentávamos sobre a mudança do clima. Rosemberg, meu bulldog francês, estava um pouco incomodado com a presença de Lucas na cozinha. Assistimos um documentário na TV á cabo e como algo automático, ele me deu um beijo. Simples e delicado. Beijo de adolescentes na puberdade. Beijo de quem tem medo de uma suposta rejeição. Um beijo. Que teve o imenso poder de fazer uma menina rebelde se apaixonar. E se entregar, a ponto de me fazer ter coragem para beijá lo também.
O momento não foi quente, muito menos sedutor. Foi um romance infantil, que particularmente eu adoro. Continuamos aquele programa de "amizade colorida" por mais ou menos umas duas horas. Ele, por novamente ser educado, pediu licença; beijou a minha mão e seguiu até o 412.
Já era tarde da noite quando ele saiu, e mesmo assim ainda fiquei sentada no sofá da sala de TV. Rosemberg e eu, na minha vida de morar sozinha. Fiquei pensando... já tive vários homens e mulheres na minha vida, mais nada que tivesse o jeito delicado de olhar e de sorrir de Lucas. Acho que é a primeira vez que eu percebo, que perco meu tempo me apaixonando pelos outros.
Com essa conclusão na cabeça, fui dormir com os latidos noturnos do meu bulldog francês.
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Acordei assustada, por causa do meu típico pesadelo de terça feira. Sentei na berada na cama e fiquei pensando sobre o meu sonho. Sonhei com o Caio, sonhei com a morte de Caio. Parecia um sinal. E eu tinha que vê lo. Já estava atrasada para o trabalho, me troquei e peguei dinheiro para o almoço. No caminho, passando pela Rua Sete, liguei para ele. Disse que queria vê lo hoje, por causa do meu sonho.
Marcamos de almoçar juntos no self service as onze e meia da manhã de hoje. Chegando no estúdio, já tinham duas pessoas me esperando e a Jack já estava entrando em estado terminal, de tanto nervoso.
Fiz os dois desenhos, que pela minha sorte eram simples, e esperei, fuçando nas redes sociais alheias, que eles voltassem. Já eram dez e meia e eles não chegavam. Minha mão suava de tanta ansiedade. Os minutos iam passando e para piorar a situação, estava formando tempo de chuva lá fora. Dez e cinquenta, onze horas, onze e quinze... e nada de chuva parar e nem de cliente chegar. Resolvi relaxar e ligar para desmarcar o almoço. Como num reflexo, quando peguei o celular o número dele apareceu como alguém ligando para mim. Atendi rapidamente e expliquei tudo o que havia acontecido. Ele, muito simpático, me convidou para ir até a casa dele hoje a noite. Disse que iria passar umas seis e trinta da tarde aqui no estúdio para me pegar. Eu poderia até negar a mim mesma, mas eu ainda sinto alguma coisa por ele. E sei que isso vai me atrapalhar, e muito.
Jack pediu um "marmitex" pelo telefone e esse foi o meu almoço. Meus clientes só foram chegar três horas da tarde, por causa da chuva. Saíram de lá umas cinco horas e depois disso, fui passar uma maquiagem e escovar os meus cabelos. Seis e quinze, Caio já havia chegado. Abriu a porta do seu novo carro, que eu não conhecia. Entrei, um pouco vergonhosa, e percebi que ele seguia em direção da zona sul. Chegando na porta de um hotel, ele parou o carro.
Perguntei para ele, se ele havia se mudado do bairro onde morava. Ele respondeu que sim e disse que preferia morar em um "Apart Hotel" do que naquela casa velha e cheia de umidade. Entrei em um hall luxuoso com um tênis sujo de barro. Não liguei, afinal ele estava pagando.
Continua..

terça-feira, junho 21, 2011

O apartamento estreito da Rua Quatro. III

E por isso esse defeito vai ficar aí por enquanto. Esperei uns 20 minutos assistindo um programa sensacionalista. E assim que terminei de beber um copo de água ouvi ele gritando "Camila" repetidas vezes. Fazia tempo que eu não ouvia alguém me chamar, sem ser pelo apelido.E me deu uma felicidade tão boa, não consigo explicar direito. Abri a porta e ele sentou no meu sofá. Ofereci um café ele, por ser educado, não aceitou. Saímos com o mini carro dele até aquela pizzaria escondida no final da cidade. A sugestão foi minha, claro, e por isso ele estranhou um pouco no começo. Com o tempo, ele foi se acostumando a comer pizza de espinafre em um ambiente escuro e vazio.
Tivemos conversas bem "lights". Falamos sobre a nossa infância, sobre o quanto ele gostava de música clássica e sobre o tempo que ele perdia pensando no que eu podia estar fazendo. Contei para ele sobre o meu aniversário de 15 anos fracassado e ele me contou sobre a época em que ele apanhava do seu irmão mais velho com um taco de beisebol. Rimos muito, trocamos contatos, idéias e quase choramos... quando comentamos sobre os nossos medos e traumas.
Lucas era um cara feio e bonito. Sabia sorrir mesmo sem saber pentear o cabelo. Era tímido mas sabia conversar direito. Gaguejava um pouco, mas sabia a hora certa de fazer e falar as coisas. Parecia que ele queria mesmo alguma coisa séria comigo.
Me levou até a porta de casa, fez um comentário infeliz sobre a rua em que moramos e pegou a chave debaixo do meu tapete. Se despediu com um aperto de mão e foi direto pro seu apartamento. Quando entrei em casa, imaginei mil possibilidades de uma cena típica de filme americano acontecer naquele momento, mas sonhar demais as vezes confunde a minha cabeça. Fui dormir pensando na forma dele piscar repetidamente, risos.
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Acordei antes do despertador com sono. Mas a cama não me queria mais. Lembrei que hoje eu tinha uma cliente, que por sinal era muito fresca, que queria conversar sobre o desenho que ela queria fazer. Coloquei um jeans e uma camiseta antiga que eu achei do Pink Floyd no meu guarda roupa. No caminho para o estúdio, compre um cappuccino no café da Rua Sete e dei uma tragada no cigarro do vendedor de jornais. Passei no meu irmão para falar que a conta de luz dele estava atrasada e quase fiquei presa no elevador. Tive que abrir o estúdio já que a Jack ainda nem tinha chegado. Enquanto a mulher não vinha, fui pesquisar alguns desenhos para minha próxima tatuagem. Achei de tudo, mas nada que representasse essa fase da minha vida. Então deixei isso para depois.
Eram dez e trinta e cinco da manhã quando a tal da mulher chegou. Escolheu aqueles desenhos femininos que eu já cansei de fazer e disse que voltaria depois de uma hora para o "serviço".
Almocei com a Jack, a dona da espelunca, em um rodízio de massas que ela mesmo pagou. Tava tudo muito bom, até eu ouvir milhões de reclamações daquela mulher que não sei porque queria tatuar uma flor na perna. Pelo menos a comissão pelo trabalho é boa.
O dia foi tranquilo e por isso decidi mudar o meu caminho para voltar pra casa. Peguei a Rua do Centro, passei na tabacaria onde a Rosa trabalha; fumei um cigarro de má qualidade; fui assediada por uns drogados que passavam por ali; entrei na Rua Quatro e parti para casa.
Pela minha felicidade, vi o Lucas novamente esperando alguém na porta do seu apartamento.
Continua...













O apartamento estreito da Rua Quatro. II

Dormi como se fosse o meu último sono. E acordei como se fosse a minha primeira manhã. Levantei da cama fui até o banheiro e notei uma espinha extremamente grande e desagradável bem na ponta do meu queixo. Lavei o rosto, penteei o meu cabelo ondulado e escovei os dentes. Fui colocar o lixo pra fora e me encontrei com o Lucas, meu vizinho, que estava na porta de seu apartamento esperando alguém que eu ainda não descobri. Ele chegou até mim para dizer que havia aceito o meu convite para sair e me deu um beijo no rosto suspeito. Eu, como sempre, sorri de um jeito irônico e ao mesmo tempo desajeitado. Voltei para trás e eu senti que ele continuou me olhando. Pensei um pouco sobre o assunto mas o barulho da torradeira me distraiu. Então comi mais uma vez uma torrada queimada, só que dessa vez ouvindo as músicas de rock improvisado que passavam na rádio. Tomei aquele café e comi aquela maça bem vermelha. Coloquei o meu óculos de sol, peguei a minha bolsa e sai. Acredito que eram umas oito e quarenta e cinco da manhã e o meu relógio tinha acabado de quebrar. Dei alguns passos a frente, parei. Olhei pra cima. E vi aquele rosto mais do que perfeito, que eu sentia muita falta. Dei um "oi", como quem não queria dizer nada, e ele me respondeu com um abraço forte e um pouco falso. Em um tempo de quase um segundo, pensei comigo mesma, porque ele aparecera justo hoje? Hoje o dia que eu estava começando a gostar do Lucas. Senti também nesse pouco tempo, o quanto um toque de azar atrapalha. Respirei bem fundo e perguntei o que ele fazia ali, tão perto da minha casa. Segundo ele, com aquela voz que eu sempre achei um pouco estranha, disse que iria me visitar. Ri então, pela coincidência. Sentamos em um banco que estava disponível no calçadão e conversamos por uns 5 minutos. Conversamos até o toque intrigante do seu celular aparecer por ali. Acredito que era algo importante, para ele deixar a sua quase namorada ou ex falando sozinha. Apesar , também, do Caio ser sempre daquele jeito.
Aproveitei o tempo que ele estava no telefone, para sair "à francesa" daquela multidão e não ter que dar uma desculpa esfarrapada. Nesse dia, almocei sozinha; caminhei no parque sozinha; comprei um sorvete de frutas vermelhas sozinha; passei pela Rua Quatro sozinha; voltei para casa sozinha...
E nesse tempo, o Caio não ligou. Nem sequer para saber o porque da minha saída sem motivos.
Porém a minha cabeça estava somente no apartamento ao lado. E por isso, me arrumei como uma menina normal e esperei ele tocar a minha campainha. Que se eu não me engano, está com um defeito. Aquele de homem concertar sabe? Pois é, moro sozinha.
Continua...

segunda-feira, junho 20, 2011

O apartamento estreito da Rua Quatro.

Era fim de noite na Rua Quatro e eu estava andando sozinha de volta para o meu cubículo. Cheguei, peguei a chave debaixo do tapete e abri a porta lentamente. Liguei a TV e o âncora do jornal acabara de dizer boa noite. E eu como sempre, respondi. Ele dizia as notícias patéticas sobre aqueles projetos de ladrões que roubam boutiques. E no tédio no término do meu dia, ligo para o meu quase namorado e digo o quanto quero vê lo.
Amanhece o sábado e eu tomo um café com gosto de cafeteira. Queimo as torradas e esqueço de lavar o meu cabelo. Saio com a roupa da festa da semana passada e dou uma olhada na vitrine da livraria. Paro um pouco para reparar no milagre de um céu ensolarado deste mês de março. E na tristeza representada no rosto do vendedor de pipoca.
Desde pequena tenho uma extrema raiva de encontrar pessoas do meu passado na rua. Pior ainda quando ela quer conversar e saber da minha vida. Pois bem, encontrei uma menina quase mulher que completou o ensino primário comigo. Ela parece querer ser agradável, mas vejo nos olhos dela uma extrema frieza. seu nome, que na hora eu esqueci, é Rosa. Ela por ser o oposto de mim, sabia o meu nome e até o meu antigo endereço no centro. Rosa me convidou para tomarmos um drink no horário dela de Happy Hour e eu, para também parecer legal, aceitei o convite. Andei em direção a quitinete do meu irmão mais velho. Contei a minha semana para ele, comendo o Yakissoba do chinês da esquina. Briguei com ele por causa da desorganização do apartamento e ele repetiu, como quando era criança, que uma hora ele iria organizar. Voltei ao centro, fiz a compra do mês e pedi que o vizinho me ajudasse com as sacolas. Ele, como sempre querendo o meu bem, me ajudou até a guardar tudo. Gosto um tanto dele, pela sua simpatia e pelo jeito que ele pisca de um jeito vicioso. E ele gosta de mim, pelo simples fato de eu morar no mesmo andar que ele. Já me chamou para sair centenas de vezes e eu recusei, por causa do meu mau humor crônico. Mas como hoje eu acho que é um dia diferente do normal, eu mesma vou convidá lo, já que meu namorado não dá sinal de vida. O relógio marcava exatamente dezessete horas e quarenta e sete minutos e eu tinha que me arrumar para sair com a Rosa. Coloquei um vestido discreto e um sapato que eu não consigo andar direito. Passei novamente pela Rua Quatro e segui diretamente para aquele barzinho que tinha a cara Hippie da Rosa. Ela vestia uma saia estranha que batia os joelhos e uma blusa colada que mostrava o sutiã de renda. Pediu uma Piña Colada e eu uma cerveja long neck que a fiz esquentar, por não gostar de beber. Rosa me contou sobre a vida, sobre o seu trabalho em uma tabacaria e sobre o quanto se preservava para o amor. Depois contei sobre o meu emprego de tatuadora e sobre o meu namorado que sempre sumia. Dividimos a conta e ela foi comigo até em casa, disse que tinha um pouco de medo daquele lugar. Eu ignorei e dei um "tchau" um pouco desprezível para aquele ser estranho que fumava um cigarro de sabor. Depois desse fato um tanto quanto constrangedor, puxei os lençóis da minha cama e dormi.
Continua...

Pensamentos de uma frustração masculina.


Sentei no sofá da sala de TV e pedi um "cowboy" para a minha esposa. Precisava de um momento de descanso, depois daquele dia, em que que tive que aguentar o mau hálito do meu chefe. Que na porta, não passa mais. Minha esposa, que provavelmente tinha ido buscar as crianças na aula de natação, esqueceu as sandálias no quarto. E se revoltou com a minha falta de percepção.
Meus filhos praticamente me esqueceram. Notei um ar de desprezo na secretária que reclamava do pagamento ao esperar pelo elevador. E notei também, que a síndica do prédio sentia alguma coisa por mim. Que era casado, pobre e cheio de filhos mal educados pela casa.E por isso não poderia lhe oferecer nada. Apesar de ser bonito, risos.
Sou um daqueles caras que casou porque sua mãe não o aguentava mais em casa. Tenho 35 anos e nunca fiz faculdade. Por isso, me submeto a trabalhos ridículos.
Fui gordo na adolescência e a minha diversão era bater nos meninos que "tiravam uma" da minha cara. Inventava namoradas que não existiam e passava vergonha pelas minha irmãs.
Meu pai, que agora vive caducando por ai, era meu melhor amigo. Me ensinou a lidar com as mulheres; a dirigir uma moto; a fazer churrasco e a fumar aquele cigarrinho de palha, que agora eu substitui.
Vivo em função de algo que não sei ainda e por isso culpo tudo a minha frustração.
Toco um violão desafinado a tarde e tiro fotos de atos despercebidos. Deixei de ir na academia para acompanhar o futebol americano que passa na TV á cabo. E troquei o meu vício do café por um whisky sem gelo toda noite...

quinta-feira, junho 16, 2011

Só querendo.


A minha vontade era passar uma tarde com você, comer besteiras e rir do jeito como o mundo interpreta os nossos gostos.
Queria fazer com que essa tarde seja aquela em que iriamos analisar a crítica boa e o elogio comum. Aquela em que você iria olhar pra mim e dizer o quanto eu fico estranha sentada no chão. E o quanto eu fico bonita quando estou com vergonha de você. Aquela que eu iria criticar o seu cabelo e arrumar a sua blusa que estaria levantada. Aquela que observaríamos o contraste entre o pôr do sol e a árvore sem folhas, por causa do outono. E que você comentaria sobre o quanto aquele momento e aquele ambiente merecia uma foto. E se morderia de raiva ao saber que eu havia trazido a sua câmera e que eu tinha mexido na sua mochila.
Você iria me levantar e iria dizer o quanto eu sou baixa em relação ao seu tamanho. Você iria me levar pra casa e reclamar da distância em que ela é da sua. E assim que eu entrasse em casa, iria me ligar e dizer que estaria feliz. Por saber que iria me ver no outro dia, pra dizer que me ama. Que ama mais do que o sorvete de morango que eu havia comprado no dia anterior. Mais do que ter certeza do meu sorriso óbvio de canto de boca que eu daria ao ouvir a sua voz, rouca como sempre. E colocaria aquela música que eu particularmente acho ridícula, para terminar esse dia. O dia que eu descobriria o quanto você poderia estar mais perto de mim quanto eu imaginava.

Olha aqui.


Antes disso, eu tinha idéias. Tinha noção do que eu ia falar. Sabia a hora certa de fazer as coisas. Tomava minhas próprias decisões, e não era influenciada por ninguém.
Agora, faço com que as pessoas sejam como o que eu era antes.
Disso.

Ainda acho que to perdendo tempo.


Andei pensando sobre quanto o tempo está passando e eu ainda estou levando essa minha vida de rotina. Estava a cinco minutos ocupada com os serviços diários e agora já estou aqui. Como se 1 hora passasse a ser 1 segundo. E tudo que é bom passasse muito depressa.
Não aguento mais ver as horas e os dias se passando..
É como uma sala de espera para uma pena de morte.
E que a cada dia você está perto do fim, difícil de explicar.

Nos meus conselhos estou resumindo tudo em aproveitar a vida. Aproveitar os poucos momentos que você pode fazer o que gosta, o que quer. Dar um sorriso, fazer as pessoas sorrirem. Isso é aproveitar o seu momento. A sua vida.
Não perca seu tempo pensando em quem não pensa em você. Não chore, é perda de tempo.
Não faça mais nada sem motivo. Sei lá, viva. Como se fosse a última coisa que você pudesse fazer.

segunda-feira, junho 13, 2011

Mas poxa vida.


Para agora e presta atenção em mim.
Essa coisa minha de gostar, é passageira, eu chorei a 5 minutos e agora a pessoa não tem mais importância.
Eu amei e agora tá igual.
Eu chorei e agora tá normal.
Entenda, eu sou difícil.
Na verdade, só exponho o que eu os outros tem vontade de mostrar.
E isso não é tão simples como parece.
Não é tão fácil quanto podia ser.
Mas eu sou e isso não tem escolha.

Vou gostar sim. Vou amar sim. Vou falar sim.
Afinal, o que me impede de sair do mundo dos iguais ?
De fazer e ser quem eu quero?
Poxa.

Oi, sou eu.




Andei me auto analisando no dia de hoje :
CANSADA - GELADA - MAL HUMORADA.
Cansada como aquele que trabalha e não descansa, gelada como a pele de quem se assusta e mal humorada como aquele que quer se diferente maltratando os outros.

domingo, junho 05, 2011

O seu pior pesadelo.


Cansei dessa mesmice, dessa enrolação. Cansei de esperar, de ficar quieta no meu canto.
Tenho vontade de chegar e falar o que eu penso, de jogar as minhas frustrações na sua cara. De acabar com tudo. A minha coragem coragem momentânea pode chegar até quando eu menos espero, e talvez você não esteja lá. assim eu vou perdendo mais uma oportunidade, de muitas que já perdi. Queria descontar todas as minhas culpas em você. Queria ver seu sofrimento aos poucos. Exatamente como você fez comigo. Queria você aos meus pés, implorando um falso perdão.
Sem se impor, sem ter autoridade. Estando somente abaixo da minha falta de educação, que você mesmo construiu. E que se transformou na minha personalidade, que por coincidência, é o seu pior pesadelo.

segunda-feira, maio 30, 2011

Você não tem nada a ver com isso.

Ando meio perdida sabe?
Perdida no meu próprio mundo.
Aquela coisa comum de não achar a si mesma. Aquele desespero básico de menina imatura.
Pois é, costumo saber de tudo e não saber de nada.
Fazer o que não consigo, falar o que não posso, escutar o que não devo.
Estou perdida por não saber o que fazer. Por não ter tempo para parar e pensar. Por não achar problema para reclamar. Estou perdida por não estar no meu estado normal de ser. Por encontrar novas dificuldades e não querer resolver. Estou perdida na minha própria estupidez.
Estou perdida por estar e você não tem nada a ver com isso.

sábado, maio 28, 2011

O mesmo.


Bom é achar a hora certa de desviar o olhar da pessoa. Bom é chegar perto e ser notado. bom é ser lembrado apenas pelo seu cheiro. Bom é deixar marcas. Bom é conquistar o que quer. Bom é ser feliz com pouco, é prestar atenção em detalhes. É gostar do mais simples, é rir ao invés de chorar.
Tudo é bom, sonhar também.

One love.


A felicidade dentro de uma solidão estranha. A diversão em uma tarde vazia e chuvosa. A calma em um espaço transtornado. O sorriso de um coração machucado. Um olhar de esperança no adeus e um abraço sincero no reencontro. Um cheiro, um chamego, um amor.

quarta-feira, maio 25, 2011

Delírios de uma febre inacabada



Acordei na manhã de ontem pensando na mudança interior do mundo.
Em como ele era antes de tudo acontecer.
Em como você e eu éramos antes de tudo acontecer.
Se aconteceu, não é mesmo?
Pensando na mudança do interior das pessoas.
Na mudança dos pensamentos mais profundos. Que podem ser meus. Nossos.
Na mudança física dos seus atos. Na mudança da sua forma de olhar para esse mundo.
Na maturidade que agora reside em seu corpo quase formado. E na textura da nossa pele que foi destruída pela poluição dessa atmosfera que você respira. E na certeza, que mesmo sem mexer os lábios, sabe o que eu vou dizer.
Sabe que daqui a pouco eu posso estar dentro dos seus pesadelos, ou sonhos.
E sabe também que poderá me ver. Dormindo.
E acordando.. para pensar na mudança interior do mundo.


sábado, maio 14, 2011

I'm the world.


Sou a mais confusa,
a que entra em contradição.
A que diz uma coisa e pensa o contrário.
A que ama e detesta,
a justa e a que não presta.
Sou o extremo do inconstante.
Sou você, sou ele.
Sou o nada, o tudo.
Sou assim e daqui a pouco não sou mais.
Esqueço o passado mas olho para trás.
Paro no tempo e corro contra ele.
Escrevo o que penso, o que sinto e o que se lê.

Fuck you.


Minha cabeça dói.
Minhas mãos suam.
Não consigo ficar nem sequer parada.
Quero que o mundo e você se explodam.
Quero que o ruim te persiga.
Mas, parece que o feitiço vem para mim.
Parece que a sua inveja ME afeta.
Eu não gostava de você, agora não gosto de você mais ainda.

quarta-feira, maio 04, 2011

What happened?


Tem coisa pior do que gente perguntando o que você tem.
aaah, o que você tem?
tá triste?
tá brava?
te fiz alguma coisa?
o que aconteceu?
brigou com alguém?
alguém brigou contigo?
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!
Na maioria das vezes, eu só estou quieta. Ou mal humorada.
Então, por favor, não pergunte isso pra mim (:

terça-feira, maio 03, 2011

Discovery.


Eu descobri.
Descobri que você recusa a olhar nos meus olhos.
Descobri que seu cheiro muda com o tempo.
Descobri que o seu interesse é duvidoso.
Descobri que o seu beijo é planejado, e que qualquer um alivia.
Descobri que você nunca age como quer. E nunca sabe a hora de agir.
Descobri que nada me faz parar de te olhar. E que se você notasse, eu adoraria.

Your way.


O jeito que você olha.
Me encara.
Penetra a credibilidade que você tem na expressão.
O jeito que você age.
Me toca.
Passa todo o seu calor ao meu corpo.
O jeito que você fala.
Me diz.
Faz com que a voz passe lentamente pelos meus ouvidos.
Você. Único que se descreve apenas com a própria presença.

Hug me.


Hoje me emocionei com seu abraço. Que foi obrigado a dar em mim.
Hoje fiquei triste com o seu olhar desviado. Com a sua mudança de idéia.
Hoje eu fiquei mal por te considerar, por te dar valor.
Ontem eu estava te amando, e não me arrependo.
Amanhã estarei feliz.
Pois vou te ver.

Never .


Nunca mais.
Nunca mais faça dos seus erros a minha infelicidade.
Eu acredito que não faço por merecer.
Não creio que seja tão desprezível a ponto de me rebaixar a suas atitudes.
Não se dirija mais a mim.
Nem sequer um gesto.
Nunca mais.

segunda-feira, maio 02, 2011

Superiority.


Questão, adaptação.
Não me conhece, não me entende.
Me faz mal, me entristece.
Me despreza, ignora.
Sai de perto, joga fora.
O outro. Para. Implora.
Você. Eu.
Nós, jamais.
Aqui. Agora.
Deixou pra trás.
Pode vir, mas finja que não me conheça.

Sorry, baby.


Olhe para o lado, me procure.
Corra atrás de mim.
Venha ao meu encontro.
Eu te espero. Estou aqui.
Sempre estive. Era você que se distraía, que não queria me achar.
Que queria a minha presença na lembrança.
Foi você que me ignorou antes de se entregar.
Agora eu faço o que você fazia.
Procuro o alguém e não a você.

face the obvious ...


Não se iluda.
Tudo agora acabou.
Virou diversão.
Acabou o amor.
Só restou a paixão.
A atração.
Diga que me quer, mas não que me ama.
Faça comigo e não por mim.
Fale a verdade, eu sei do que sente. Ou não sente.
Não me engane.
Não me ame.
Aproveite.

domingo, maio 01, 2011

Do this.


Só te digo uma coisa.
Não diga o contrário, do que me diz sempre.
Não faça isso, não me faça sofrer.
Eu acredito nas tuas palavras, não me confunda.
Eu gosto quando está comigo, não fuja.
Fique comigo, não me iluda.
Fale comigo, me escute.
Me ame, me aceite, me acompanhe, me beije.
Só isso, sem pedidos.

It would be boring ...


Faço merda, eu percebo.
É visível.
Mas sei lá o que seria de mim, se eu fosse totalmente perfeita e fizesse as coisas certas?
Seria um tanto quanto chata e sem amigos.
Por isso que eu sou assim, desse jeito.. desse jeito Marina.
;)

quinta-feira, abril 28, 2011

I'm lost.


Ando um tanto quanto esquisita esses dias, sei lá. Tem hora que to super feliz, super animada.. e tem hora que eu to super triste e morrendo na preguiça.
Não entendo mais o que eu sinto, não entendo o que as pessoas querem me dizer, ou o que sentem por mim.
Antigamente, bastava um gesto, eu já decifrava a pessoa. Mas agora, parece um enigma. Como eu mesma, indecifrável.
Não me esforço também, não procuro melhorar. Estou apenas continuando. Fazendo o que mandam ou o que me der vontade. Nada pensado, nada com uma exata certeza.
Outro dia eu tive que decidir uma coisa muito importante, que eu nem sei se vou sofrer com isso.
Vai saber se eu fiz o certo ou o errado. Eu não penso.
Diz que isso é o certo, então. Então, eu acredito no que os outros falam e vou indo.
É isso ai. Estou perdida.

segunda-feira, abril 25, 2011

I matured.


Ando passando boa parte do meu tempo pensando em como a minha vida mudou.
Em como eu mudei.
Fisicamente e psicologicamente.
Em como eu era ridícula em meus pensamentos, desejos, sonhos.
Em quantas bobagens eu deixei de falar.
Em quanta maturidade eu ganhei.
Quantas pessoas eu conheci e quantas deixei para trás.
Quantas coisas erradas que eu fiz. Ou coisas certas que eu deixei de fazer.
Mudei o meu estilo mais de 1000 vezes.. Cortei e pintei meu cabelo.. fiz loucuras.. comprei roupas, sapatos.
Mudei de personalidade e fracassei.
Estou sendo eu mesma e venci.
Briguei e fiz as pazes com muita gente.
Tirei fotos inúteis e criei perfis na internet.
fiz, na real, coisas que nunca imaginei que iria fazer.
Mas como já disse, não me arrependo de nada disso.
E é assim, rindo do passado, que construiremos um futuro.

I dont know anything




A única coisa que ela realmente queria...
Era alguém para cuidar dela.
Era alguém que te apoiasse, alguém que te ajudasse..
que ao menos te satisfaça.
Nisso, teve que infelizmente procurar outra pessoa, que nem eu mesma sei quem é.
Por causa da inveja, do cansaço.
E agora não tem nem a quem recorrer.
Eu não suporto mais essa situação, eu não suporto.
Eu não aguento mais esse clima de guerra, está me afetando.
Eu não aguento mais.

Tomorrow I will die ..


Seria melhor se eu aproveitasse mais a minha vida.
Seria melhor se eu morresse amanhã. Assim, eu daria mais valor nas coisas e nas pessoas.
Observaria o quanto o mundo pode ser perfeito, se eu quiser.
Passaria o meu tempo com as pessoas que ME amam e me aceitam.
Tocaria as melhores músicas e correria em campo aberto.
Abraçaria as pessoas e faria tudo o que não tenho coragem de fazer.
Ficaria bêbada e seria levada pra casa.
Falaria coisas sem sentido e comeria tudo o que eu tenho vontade.
Chingaria todos os que me colocaram pra baixo e que me fizeram sofrer. Iria me declarar para quem eu nunca me abri.
Diria todas as verdades das mentiras que eu já contei.
E mentiria o meu próprio nome.
Daria risada das piores piadas e faria de tudo para que dessem risada comigo.
Falaria tudo o que eu tive medo de dizer.
Passaria metade do meu tempo com você.
Na verdade eu poderia fazer isso todos os dias. Mas gosto de viver naturalmente, fazer o que der pra fazer.
Talvez eu fingiria que não sabia que eu iria morrer e esperaria a morte..
Mas pensando bem, vou sair correndo que nem uma porra loca por ai. risos.
Aaaaaaah, não posso chorar. ;)
Quem sabe assim, aproveitamos a nossa vida.

domingo, abril 24, 2011

Makes me happy.


É tão bom saber que você me ama, que sente algo por mim.
Que sente minha falta.
Que me quer bem.
Que gosta de simplesmente ouvir minha voz.
Que sonha comigo.
Que se sente bem quando estamos juntos.
É tão bom saber que sentes o que eu sinto.
Sei lá, gosto de acordar de manhã e perceber que tem alguém me esperando.
Saber que vou te ver sorrindo. Ou só olhar pra ti quando está com aquela cara de mau humor.
Saber que vou poder passar parte do meu dia contigo.
Não sei mais o que seria da minha vida sem você. Eu acho que não seria tão feliz como eu sou.
E mesmo não acontecendo tudo o que eu realmente gostaria, já me sinto realizada só em poder te ver e falar contigo.
E que isso dure...
E nada, nem o ciúme, nos afaste.
Não vou falar que te amo, porque já se tornou banal.... até demais.

All Lies


Tudo uma grande mentira.
Quem garante que a Igreja Católica fala a verdade?.
Quem garante que a bíblia não é um monte de palavras inúteis juntas?.
O povo só sabe falar, mas não sabe provar.
Todos dão a desculpa da fé.
Mas quem prova a fé.
As pessoas são idiotas, porque acreditam em coisas que elas no fundo também duvidam.
Então, poxa.. pensa um pouco aii né?
Pensa antes de dar dinheiro pra algo que você duvida..
Pensa quando você gasta o seu tempo precioso em algo que você não sabe se existe.
Mas, continuo tendo o maior respeito.
Só não seja um idiota. (:


Aaah pode me chamar de Ateu, Anticristo... mas é minha opinião.

...


De tudo o que eu fiz, de tudo o que eu falei, de tudo o que sonhei, de tudo que eu prometi, de tudo que eu abandonei...
de nada eu me arrependo.

True Life


Uma mulher que teve uma infância normal, e até foi um pouco mimada.
Foi uma adolescente quieta e não trouxe problemas...
Teve problemas com a balança, mas depois emagreceu de repente.. assim que mudou de cidade.
Conheceu a pessoa errada e se casou sem pensar em consequências. Casou se grávida. No começo deu tudo certo..
Mimou sua filha também sem pensar no futuro. Deixou o emprego e a faculdade, para ser dona de casa e depender do marido que nunca gostou de trabalhar.
Se estressou com tudo e com todos.
Fez sua filha participar de brigas e mais brigas. Não se acertava com seu marido e preocupava a família toda com seu nervosismo.
Engravidou novamente quando estava extremamente acima do peso e extremamente nervosa.
Seu marido largou do emprego e deu desculpas ridículas.
O tempo foi passando e as coisas piorando. E ela sempre empurrando a vida.
Seu filho nasceu e sua filha se tornou insuportável por causa de ciúmes.
Ela chorava, era seu único refúgio. Chorava temendo o sofrimento de sua filha.
Por causa de tanto cíumes e outros fatores, sua filha adoeceu. Essa mulher passou dias no hospital com a filha. Deixou seu filho sem o leite materno. Ela acumulava a cada, mais frustrções e arrependimentos.
Sua filha saiu do hospital ainda com muito ciúmes.
Um dia depois o menino adoece. Nisso ela volta mais uma vez ao hospital.
O bebê por ser muito novo, tem baixa imunidade. A mãe era obrigada a ouvir aqueles choros altos e sofridos que seu filho dava a cada vez que tentavam furar o seu braço. Deixou a filha chorando com a sua avó e passou mais dias no hospital.
Desabafou e chorou ao telefone com a sua irmã.
O menino se curou e agora está bem.
Mas ela...
Ela é nova mas parece ter 10 anos a mais.
Tem um marido que não a ajuda. Que não oferece a ela nem um pouco do que ela precisa.
Ela tem cabelos brancos, e raramente faz as unhas.
Vive em função de seus filhos e nunca sai de casa.
Esconde a tristeza por trás de um sorriso.

Future.


Não pensam em seus filhos, não pensam no que passou, não pensam no porque, não pensam no futuro...
Não sabem o quanto dói, nem o quanto vão rejeitar.
Nem o quanto vai prejudicar.
Não sabem porque nunca passaram por isso. Acham que com uma conversa, tudo melhora.
Crianças não entendem, crianças tem sonhos. E tem sonhos com vocês juntos.
Crianças não sabem dos seus verdadeiros motivos...e nem querem saber.
Querem vocês por perto.
Querem a sua atenção.
Querem toda a participação.
Querem só o que sentirão falta no futuro.
Crianças usam a inocência e se escondem.
Se tornam adolescentes rebeldes e incontroláveis.
Cheios de problemas sem solução que poderiam ser evitados.
Cheios de frustrações.
Adolescentes usam a sua liberdade e procuram chamar a atenção de todos.
Não sei aonde isso vai chegar.
E nem depende de mim mudar a cabeça dos outros.
Outros que viver empurrando a vida.

Past.


Tão boa era a época em que eu esperava horas para te ver. Que eu deixava de chegar em casa cedo para termos alguns minutos de conversa. Que ficávamos tentando adivinhar o fim daquela frase nunca desvendada.
Tão boa era a época em que eu ria no fundo da sala. Que eu achava ruim ter que ficar na escola.
Tão boa era a época em que meus amigos, eram só amigos de colégio.
Tão boa era a época em que os problemas de todos ficavam em casa.. e eu ficava sem saber.
Tão boa era a época em que as meninas escolhiam seus pares da festa junina.
Tão boa era a época que as únicas brigas eram nos jogos competitivos.
Tão boa era a época que morríamos de calor naquela perua.
Tão boa era a época em que discutíamos as notas escolares no fim do trimestre.
Tão boa era a época que não volta mais.


domingo, abril 03, 2011

upa, upa.


Ninguém me ama, ninguém me quer... por isso eu vou comer barata.
Barata frita, barata assada... sopa de barata.
Arranca a cabecinha, chupa a melequinha..
Come a baratinha.

segunda-feira, março 28, 2011

Hate, hate, hate ..


Porque sentimos tanto ódio ?
Quando acordamos, quando andamos, respiramos, comemos, escovamos os dentes, usamos o banheiro, tomamos banho..
sentimos muito ódio.
Sentimos ódio dos outros, dos cachorros, dos motoristas, dos pedestres, dos professores, de nós mesmos...
Isso, para mim, é normal .
Só quando se está de mau humor.
(:

quinta-feira, março 24, 2011

indecision , ok.

Mama, take this badge from me. I can´t use it anymore ♪



Que indecisão, affs .
Vou no Rock in Rio mas tenho que decidir se vou ver Red Hot Chilli Peppers ou Guns n' Roses.
¬¬'


I only write about sad things D:


A Incerteza do acontecido.

Amar alguém que não conhece,

Amar alguém que te despreze,

Sofrer por não querer sofrer

E chorar por tentar sorrir.

Fracassar no melhor que faz,

Se sujar com objetos limpos,

Esquecer do que acabou de lembrar

E sentir saudade quando acabou de ver.

Ser feliz quando te deixam triste

E agradar quem te maltratou.

Se embelezar quando se está mais feio,

Consertar o que não há conserto

E acabar o que nem começou.

Se irritar com o seu próprio silêncio

E ficar quieto quando precisa falar.

Viajar em um mundo só seu.

Inventar o que não será possível.

Amar aquele que não merece amor

E dar atenção a quem tanto te ignora.

Ser infeliz mesmo sendo amado

E ser feliz mesmo estando sozinho.

Rir do que não é piada

E chorar da mais bela comédia.

Sair quando se quer ficar

E ficar quando se quer fugir.

Realizar sonhos ridículos

E imaginar acontecimentos inesperados.

Seguir o caminho errado,

Quando o céu está na sua frente.

Ganhar o que menos espera

E perder o que mais ama.

Perder a esperança,

Quando se pode recomeçar.

E não deixar de ser criança

E a vida aproveitar.