
Quem sabe, nesta tarde, a tinta do meu cabelo saia e eu perca a fama de menina cruel e difícil.
Quem sabe, na hora em que você chegar, as minhas mãos tremam e eu não consiga olhar dentro dos teus olhos.
Quem sabe, na hora do beijo, eu vire o rosto e me arrependa.
Quem sabe, quando eu precisar falar a timidez entre em ação.
Quem sabe, eu minta.
Te engane, te iluda.
Quem sabe, quando você brigar comigo eu faça o que você quer.
E que talvez eu seja a menina submissa que eu nunca fui.
Quem sabe eu mude o meu estilo, jogue fora as minhas roupas e prenda o meu cabelo.
Ou não, quem sabe.
Quem sabe, eu rouba a cena e tire você de perto de mim.
Quem sabe, eu deixe de ser quem eu sou.
E me destrua.
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